Área de identidad
Código de referencia
Título
Fecha(s)
- 1993-2024 (Acumulación)
- 01-01-1993 (Aquisição)
Nivel de descripción
Fondo
Volumen y soporte
O levantamento dos acervos documentais, em suportes físico e digital, do Arquivo Histórico do Centro de Memória de Hortolândia “Professor Leovigildo Duarte Junior” revela uma dimensão relevante de documentos textuais, iconográficos, audiovisuais e tridimensionais, em sua maioria de desconhecimento público de sua existência. No acervo em suporte físico, em seus diferentes tipos, somam-se 393.528 itens documentais, em quantificação bruta; ao passo que, em suporte digital, estão armazenados em rede 251.930 arquivos, distribuídos em 8.487 Pastas.
Área de contexto
Nombre del productor
Historia administrativa
Historial do Município de Hortolândia
Formação Territorial e Povoamento de Jacuba
O atual Município de Hortolândia já fez parte de Campinas-SP até 1953, e de Sumaré-SP até 1991. Seu território tem à Carta de Sesmarias a Ignacio Caetano Leme e outros, datada de 20 de abril de 1799, possivelmente, como a primeira referência em documentos públicos. Segundo levantamentos historiográficos, a referida Carta de Sesmarias faz menção a um “Ribeyrão do Engano”, e que faz divisas com terras concedidas a Joaquim José Teixeira (Nogueira), a oeste da “Villa de São Carlos” (atual Município de Campinas). Hipótese ainda a comprovar, o tal “Ribeyrão do Engado”, àquela época, poderia ser o atual Ribeirão Jacuba, que atravessa o Município de Hortolândia, visto este “fazer barra no Quilombo”.
A partir de meados do século XIX, já era perceptível a formação dos primeiros povoamentos na região também denominada “Quilombo”, tradicional rota de tropeiros e viajantes; e dentro da qual se localizavam assentamentos como o bairro rural da “Terra Preta” (topônimo este em alusão ao solo rico em carvão mineral), que fazia divisas com a freguesia de “Capivary de Cima” (posterior Freguesia de “Água Choca”, atual Município de Monte Mor). Em vales e várzeas da “Terra Preta” é que se formou o incipiente bairro rural de “Jacuba”, principalmente após a abertura de caminhos ferroviários, entre 1872 e 1875, a oeste de Campinas.
Vale dizer, “jacuba” é nome dado a um prato tradicional brasileiro, consumido principalmente por tropeiros e roceiros. É empanzinante, e de preparo rápido, à base de farinha de mandioca ou de milho, água e, como adocicante, mel, açúcar ou cachaça.
Antes e Depois da Cia. Paulista de Estradas de Ferro passar por Jacuba
Após a criação da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, em 1868, e da inauguração de sua primeira Estação Ferroviária de Campinas, em 1872, o povoamento de Jacuba foi progressivamente adquirindo sólidas características de um típico bairro rural, ao receber mais sitiantes, nativos e imigrantes, à medida que ocorria o prolongamento da linha-tronco férrea, até aquele momento, à “Villa de São João do Rio Claro” (atual Município de Rio Claro). Em 26 de agosto de 1896, a Cia. Paulista inaugurou um Posto Telegráfico em Jacuba; e, somente em 1º de abril de 1917, propriamente, à localidade foi implantada sua Estação Ferroviária e, a esta, agregado um armazém (modelo A2P, demolido em 1986).
Direta e indiretamente, desde a inauguração do Posto Telegráfico, e mais tarde, da Estação Ferroviária, em Jacuba, suscitou-se a geração de um conjunto maior de notícias e informações sobre ocorrências e atividades deste trecho da própria ferrovia; bem como sobre demandas do bairro rural, em termos de saúde pública, educação, obras e viação, dentre outras áreas das quais, Poderes Públicos, municipal e estadual, foram e são responsáveis por sua administração.
A população de Jacuba pouco cresceu entre a década de 1910 e inícios da década de 1950, momento este quando o Município de Campinas já havia autorizado a abertura dos primeiros loteamentos urbanos da localidade. Desde a década de 1950, Jacuba e suas características econômicas, socioculturais e político-administrativas se alteraram paulatinamente, deixando, pois, de ser um típico bairro rural “caipira”, para se tornar uma localidade suburbana entre Campinas, Sumaré, e Monte Mor.
Curiosidade histórica: entre abril e maio de 1930, ocorreu o primeiro grande destaque jornalístico de Jacuba, para se noticiar o caso de apreensão de Maria Appolonia, uma menina de 12 anos supostamente dada à realização de milagres, e popularizada na grande imprensa do eixo RJ-SP como a “Santinha de Jacuba”. A Estação Jacuba, além da Estrada da “Terra Preta”, ou “Campinas-Monte Mor” (atual Rodovia SP-101 “Jornalista Francisco Aguirre Proença”) foram alguns meios de acesso para que repórteres pudessem acompanhar in loco este caso jornalístico. Não se sabe o paradeiro de Maria Appolonia após a família recuperar o pátrio poder sobre a menor.
A Criação do Distrito de Hortolândia
Dentre os primeiros loteamentos abertos no então bairro rural de Jacuba, autorizados pelo Município de Campinas, citem-se: o “Parque Ortolândia”, de 1947, empreendimento este do campineiro João Ortolan, também proprietário das extintas “Estância Ortolan” e “Cerâmica Ortolan”; “Remanso Campineiro”, a partir de 1950, inicialmente pertencente ao empreendedor Juvenal de Sousa Pinto (antigo proprietário da hoje extinta “Cerâmica Sumaré”, originalmente “Cerâmica Ortolan”); e outros, como Vila Real e Vila São Francisco. Tais loteamentos eram parcialmente localizados em terras de Zacharias da Costa Camargo, proprietário da “Fazenda Jacuba”, e um dos mais antigos moradores de Jacuba, à época; assim como em terras de outros moradores como Ladislau Gomes e Alberto Gomes. Outro alento ao crescimento de Jacuba foi a instalação do “Educandário Adventista Campineiro” (atual “Instituto Adventista São Paulo”, o IASP), em 1949, em terras vendidas e mediadas a preços módicos por João Ortolan e outros a esta instituição confessional e educacional.
No plano das reivindicações socioeconômicas, desde a década de 1940, a população de Jacuba já lutava pela instalação de energia elétrica na localidade – algo que somente veio a acontecer após a elevação do bairro rural em distrito –, conquistada a partir da Lei Municipal nº81/1957 do Município de Sumaré (pois, até então, a energia elétrica domiciliar e comercial era produzida por geradores a combustão). Ao longo do ano de 1953, enquanto a população do Distrito de Sumaré (ex-Rebouças, até 1945) elaborava projeto que culminou em sua elevação político-administrativa à condição de município, a população de Jacuba também se movimentava sociopoliticamente, inclusive com a contribuição do político local campineiro, e então Deputado Estadual, Ruy de Almeida Barbosa – detentor de 4 sucessivos mandatos legislativos, entre 1951 e 1967 (2ª a 5ª legislaturas pós-1945) – para que o bairro rural pudesse ser elevado a distrito, contudo este anexado ao remanescente território de Campinas.
Segundo o processo legislativo nº 2.235-53, citado em diversas edições do Diário Oficial do Estado de São Paulo (DOESP), a crescente população de Jacuba, por meio do Deputado Ruy de Almeida Barbosa, sugeriu à “Comissão Territorial e Judiciária da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo” que o projetado distrito fosse elevado, a tal condição, com o topônimo “Ortolândia”, certamente em alusão ao loteamento “Parque Ortolândia” ou ao empreendedor João Ortolan. Entretanto, foi a referida comissão legislativa que “deliberou” que o topônimo fosse escrito com “H”. Em 30 de dezembro daquele mesmo ano, foi sancionada a Lei Estadual nº 2.456/1953, que criou o Distrito de Hortolândia dentro do também criado Município de Sumaré, além de outras revisões territoriais, administrativas e judiciárias concernentes ao Estado de São Paulo. Segundo censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1960, sob responsabilidade de seu agente local, Benedito de Assis Araújo, computava-se a população do Distrito de Hortolândia em 649 habitantes, distribuídos em 139 edifícios e domicílios recenseáveis, dentre outros 159 edifícios.
Outra curiosidade histórica: É recorrente o comentário de que o bairro rural de “Jacuba” fora elevado a Distrito de Sumaré em 30 de dezembro de 1953, mas que apenas em 1958 houve a alteração do topônimo para “Hortolândia”, criado a partir de um equívoco historiográfico em que aponta o ex-Deputado Estadual Leôncio Ferraz Júnior como o responsável pela matéria legislativa. À época de elevação do bairro rural de “Jacuba” em Distrito de “Hortolândia” (2ª legislatura pós- 1945, 1951-1955), Leôncio Ferraz Júnior fora suplente de vereador em São Paulo entre 1952 e 1954. Seus sucessivos mandatos legislativos estaduais ocorreram entre 1955 e 1967 (3ª e 5ª legislaturas pós-1945), além de este político ter acumulado o cargo de Vice-Prefeito de São Paulo entre 1965 e 1969, durante a gestão “Brigadeiro José Vicente Faria Lima”. Quanto a sua contribuição para a localidade, Leôncio Ferraz Júnior foi o autor da Lei Estadual nº 7.357/1962, que criou Grupo Escolar do Distrito de Hortolândia, e que recebeu o patronímico “Manoel Ignacio da Silva”, por meio da Lei Estadual nº 9.933/1967, de autoria do Deputado Estadual Antonio Leite Carvalhães. De fato, apenas ocorreu que, em 1958, a Cia. Paulista de Estradas de Ferro substituiu o nome da Estação Ferroviária de “Jacuba” por “Hortolândia”, como se afere pelos relatórios anuais desta extinta Sociedade Anônima – e nada tendo a ver com o Deputado Leôncio Ferraz Júnior quanto à toponímia local.
Transformação de Bairro Rural em Localidade Suburbana
Da década de 1950 até inícios da década de 1990, o Distrito do Hortolândia se tornou destino de indústrias de médio e grande porte, mediante atrativos tributários e fiscais. Os distritos, à época, pertencentes ao Município de Sumaré, sofriam com a falta de planejamento urbano em geral, sobretudo, para a acomodação da remanescente população nativa e daquela migrante, ambas em busca de postos de trabalho oferecidos por indústrias e empresas de outros setores, instaladas em Campinas e região. Quanto ao Distrito de Hortolândia, evidenciavam-se carências que não correspondiam às receitas públicas obtidas por meio da tributação sobre grandes indústrias, instaladas à localidade, principalmente a partir da década de 1970, atuantes com maior destaque em: farmoquímica, agropecuária, alimentícia, ferroviária, tecnológica de informação, e outras.
Desde meados da década de 1970 – ou seja, mesmo durante o autoritário período de regime civil-militar, imposto entre 1964 e 1985 –, a pioneira “Associação dos Moradores de Hortolândia” (AMH), mediada por legisladores sensíveis aos problemas locais (em sua maioria, vereadores residentes e representantes de Hortolândia junto à Câmara Municipal de Sumaré), já reconhecia no processo de emancipação político-administrativa a única alternativa de solução às demandas locais e regionais. Dentre os primeiros ex-vereadores que se mobilizaram na luta pela emancipação, citem-se: Geraldo Costa Camargo (6ª e 7ª legislaturas, 1973-1976 e 1977-1982), e Nelson Alexandre (7ª legislatura, 1977-1982).
A Luta pela Emancipação de Hortolândia
Promulgada a Constituição Federal de 5 de outubro de 1988, e tendo em vista a calamitosa situação verificada nos distritos sumareenses, em termos de infraestrutura e serviços públicos básicos, a população de Hortolândia organizou campanhas e movimentações sociopolíticas em prol de sua emancipação. O contexto de redemocratização do país, assolado em 21 anos de regime civil-militar (1964-1985), muito contribuiu para o crescimento do “Movimento Pró-Emancipação”.
Autorizado pela Resolução Estadual nº714/1990, e sem o consentimento e o apoio do Município de Sumaré, o Tribunal Regional Eleitoral realizou, em 19 de maio de 1991, plebiscito para que a própria população eleitora do Distrito de Hortolândia decidisse sobre sua emancipação político-administrativa. O resultado oficial do plebiscito computou 97,4% de votos favoráveis à emancipação, dentre 19.592 eleitores que compareceram às urnas. Desde então, a população hortolandense sempre comemora sua emancipação político-administrativa em todos os dias 19 de maio de cada ano, relembrando o histórico plebiscito.
No âmbito legal, por meio da Lei Estadual nº 7.664/1991, publicada em 30 de dezembro daquele ano, o então Governador do Estado de São Paulo, Luiz Antônio Fleury Filho, sancionou a lei que elevou Hortolândia e mais 42 localidades à condição de Municípios. No ínterim entre a Lei Estadual nº 7.664/1991 e o resultado de suas primeiras eleições municipais, o Município de Hortolândia se manteve administrado pela Prefeitura Municipal de Sumaré ao longo de todo ano de 1992. Após as eleições municipais ocorridas em todo o Brasil em 3 de outubro de 1992, Hortolândia empossou seu primeiro prefeito eleito, Luiz Antonio Dias da Silva, em 1º de janeiro de 1993.
Hortolândia Emancipada – ou “Construindo uma Vida Melhor!”
O Município de Hortolândia começou sua trajetória político-administrativa com cerca de cem mil habitantes (em sua maioria, formada por migrantes), com a missão de realizar os anseios do lema apregoado no Brasão de Armas e Bandeira Oficial, símbolos estes instituídos mediante as Leis Municipais nº 10/1993 e nº 33/1993, respectivamente, e nos quais se lê: “Construindo uma Vida Melhor!”. O Lema Oficial, apregoado em Símbolos Oficiais, pode bem ser compreendido como prerrogativa a qual serve não somente para seus agentes públicos, mas para todos os cidadãos e cidadãs residentes no Município de Hortolândia.
De 1993 até 2024, o Município de Hortolândia teve 5 prefeitos e 13 Presidentes da Casa de Leis, eleitos democraticamente, em 8 quadriênios, destacando a presença de 9 vereadoras desde a primeira legislatura. À medida que os sucessivos mandatos, executivos e legislativos, vêm realizando suas atribuições enquanto Poderes Públicos, progressivamente, o Município de Hortolândia tem sanado suas históricas carências infraestruturais e em serviços básicos – sendo, desde então, motivo de bom exemplo de administração pública para todo o país.
Passado Recente e Tempo Presente da Estação Jacuba
A Estação Jacuba (posteriormente, Estação Hortolândia, a partir de 1958, poucos anos após a elevação do bairro rural em distrito) foi administrada pela Companhia Paulista de Estradas de Ferro até 1971, quando esta antiga sociedade anônima originalmente de capital privado, e estatizada desde 1961, foi incorporada ao sistema Ferrovias Paulistas S.A. (FEPASA), criado em 1969. Entre as décadas de 1970 e 1990, o embarque e desembarque de passageiros, bagagens, mercadorias e commodities na Estação Hortolândia funcionou de modo intermitente; até que, em 1996, foi definitivamente desativada – contudo tenha sido zelada, desde então, por família de ferroviários. Em 1998, a FEPASA foi extinta e incorporada pelo sistema Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), também extinto, desde 2007. O espólio ferroviário da RFFSA, atualmente, está sob controle da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) – órgão federal este que, mediante assinatura de “Termo de Cessão Gratuita e Provisória”, transferiu em 2010 a administração desta edificação e entorno ao Município de Hortolândia, para consecução de atividades socioculturais. Concluída sua reforma/restauro em 2014, a edificação e entorno, que outrora servia como estação ferroviária, hoje abriga a Sede Museal do Centro de Memória de Hortolândia “Professor Leovigildo Duarte Junior”, órgão público criado pela Lei Municipal nº 225/1994, e que tem como patrono o seu idealizador e fundador, mediante sanção da Lei Municipal nº 2.793/2013. Vale dizer que, até o presente momento, a “Estação Jacuba” é a única edificação tombada pelo Município de Hortolândia, por meio do Decreto Municipal nº 1.150/2003, como Patrimônio Cultural. Por motivo de respeito à origem e à trajetória desta edificação e entorno, o Centro de Memória de Hortolândia “Professor Leovigildo Duarte Junior” prefere denominá-la “Estação Jacuba”, como assim o era em seus primeiros tempos de funcionamento. Aprovada a Lei Municipal nº4.079/2022, foi institucionalizado o Museu Municipal de Hortolândia “Estação Jacuba”, instrumento jurídico este que, além de proporcionar melhores condições de gestão, fomento e fruição de produções socioculturais, estudos e pesquisas, é também uma conquista a todas as comunidades, locais e regionais; posto que, neste equipamento, reconhece-se um legítimo local de memória coletiva, histórica e afetiva.
Referências bibliográficas:
CENTRO DE MEMÓRIA DE HORTOLÂNDIA “PROFESSOR LEOVIGILDO DUARTE JUNIOR”. Catálogo de Exposições Permanentes. Hortolândia: Secretaria Municipal de Cultura. 2014. Disponível em: https://mapadacultura.hortolandia.sp.gov.br/centro-de-memoria-leovigildo- duarte-junior/
___. Notícias Daqui: Nossa Terra na Grande Imprensa da Capital. Hortolândia: Secretaria Municipal de Cultura. 2014. Disponível em: https://mapadacultura.hortolandia.sp.gov.br/centro-de-memoria-leovigildo-duarte-junior/
LOPES, Gustavo Esteves. Memória em Construção: Hortolândia e sua Gente em Narrativas e Imagens. Americana: Adonis. 2015. Disponível em: https://mapadacultura.hortolandia.sp.gov.br/wp- content/uploads/2021/06/Memoria_em_construcao_Hortolandia_e_sua.pdf
Institución archivística
Historia archivística
O Arquivo Histórico do Centro de Memória de Hortolândia "Professor Leovigildo Duarte Junior" abriga uma diversidade de documentos essenciais para compreender o processo histórico da formação do atual Município de Hortolândia, em um contexto regional, seja na perspectiva político-institucional, ou a partir da memória coletiva emanada de comunidades locais e regionais. O conjunto desta documentação tem sido produzido desde os princípios da formação do bairro rural de Jacuba, a finais do século XIX; e, com maior intensidade, a partir da segunda metade do século XX, com a elevação da localidade em Distrito de Hortolândia, administrado pelo Município de Sumaré, entre 1954 a 1992; e principalmente após sua emancipação político-administrativa, conquistada por plebiscito em 19 de maio de 1991, efetivada a partir de 1º de janeiro de 1993, com a posse da primeira administração e legislatura municipais.
Origen del ingreso o transferencia
Os acervos documentais que constituem o Fundo "Prefeitura Municipal de Hortolândia" se constituem de documentação, em suporte físico e/ou digital, adquirida, transferida e produzida, sobretudo, pelo Poder Executivo Municipal, desde 1993 até o presente momento.
Área de contenido y estructura
Alcance y contenido
Os acervos documentais, em suporte físico e/ou digital, que compõem o Fundo "Prefeitura Municipal de Hortolândia", abrangem:
Documentos Textuais
O Arquivo Histórico é detentor de uma significativa coleção de documentos textuais, junto ao qual estão custodiados: registros oficiais, materiais hemerotecários e de comunicação social, correspondências, manuscritos, relatórios, contratos, e outros registros escritos de relevância histórica - em especial, uma pequena parte da coleção bibliográfica e documental do casal do saudoso casal Terezinha França de Mendonça Duarte e Leovigildo Duarte Junior.
Documentos Iconográficos
A coleção iconográfica compreende uma variedade de fotografias, gravuras, mapas e outros registros visuais pertinentes à evolução urbana, socioeconômica, arquitetônica, e cultural da cidade. Esta documentação é fonte determinante para a processual construção histórica do Município de Hortolândia e Região Metropolitana de Campinas, e suas comunidades locais e regionais.
Documentos Audiovisuais
O Arquivo Histórico também possui um acervo audiovisual que engloba registros em diferentes formatos, entre gravações sonoras e filmográficas. Estes registros fornecem uma perspectiva dinâmica e audiovisual da vida cotidiana, eventos e personalidades
marcantes na história político-administrativa e de comunidade, locais e regionais.
Documentos Tridimensionais
Além dos registros tradicionais, o Arquivo Histórico conta com uma coleção de objetos tridimensionais de importância histórica e sociocultural. Esses artefatos incluem esculturas, utensílios, mobiliário e outros itens que fornecem experiências sensoriais valiosas
sobre a cultura material das comunidades locais e regionais - tendo como espaço apropriado para escopo expositivo o Museu Municipal de Hortolândia “Estação Jacuba”.
Valorización, destrucción y programación
As políticas de doação e descarte do Arquivo Histórico do Centro de memória de Hortolândia "Professor Leovigildo Duarte Junior" buscam garantir o transparente gerenciamento das entradas e saídas de documentos do acervo, garantindo a compatibilidade com a própria missão institucional. Cabe às Comissões de Avaliação de Documentos de Arquivo - criadas pelas respectivas Leis Municipais nº4.033/2022 e nº4.256/2024 - proceder uma avaliação criteriosa de doações recebidas ou expedidas, a elaboração e controle de termos de doação, e transparência no processo formal de descarte de documentos sem valor histórico ou legal, segundo justificativas da instituição. Para tanto, são necessários:
1- Contato com o Doador
Estabelecer contato com o doador para discutir os detalhes da doação, como tipo de documentos, quantidade, estado de conservação, entre outros.
2- Avaliação Preliminar
Analisar os documentos propostos da doação, para determinar se estão de acordo com a política de aquisição do arquivo e se são relevantes para o acervo.
3- Acordo de Doação
Elaborar um termo de doação que estabeleça os detalhes da transferência de propriedade dos documentos para o arquivo.
4- Recebimento dos Documentos
Agendar o recebimento físico e/ou digital dos documentos, conferindo se correspondem ao que foi acordado.
5- Registro e Documentação
Registrar detalhadamente os documentos doados, incluindo informações sobre o doador, data, tipo de documentos, quantidade, entre outros.
6- Avaliação Técnica
Avaliar o estado de conservação dos documentos e determinar se algum tratamento é necessário antes da integração ao acervo.
7- Organização e Classificação
Organizar os documentos doados de acordo com os critérios estabelecidos, podendo incluir a criação de fundos, séries, subséries, dossiês/processos, entre outros.
8- Acondicionamento Adequado
Acondicionar os documentos em materiais apropriados para garantir sua preservação a longo prazo.
9- Avaliação de Documentos para Descarte
Realizar uma avaliação minuciosa dos documentos que serão descartados, considerando critérios como obsolescência, irrelevância, duplicação, entre outros.
10- Análise de Legislação e Normativas
Verificar se há legislação ou normativas específicas que regulem o descarte de documentos arquivísticos.
11- Elaboração de Termo de Eliminação
Caso seja necessário, elaborar um termo de eliminação de documentos, descrevendo os motivos e critérios para o descarte.
12- Processo de Eliminação
Executar o descarte dos documentos de acordo com os procedimentos estabelecidos, garantindo que seja feito de forma segura e responsável.
13- Registro e Documentação do Descarte: Manter um registro detalhado dos documentos eliminados, incluindo as razões para o descarte.
14- Comunicação com o Doador
Se aplicável, no caso de necessidade de descarte de documentos doados, comunicar o doador de forma transparente, explicando os motivos.
15- Destinação Final Adequada
Garantir que os documentos descartados sejam adequadamente destruídos ou destinados, de acordo com as leis e regulamentações aplicáveis.
Acumulaciones
São esperados, racional e sustentavelmente, acréscimos de acervos documentais ao Fundo "Prefeitura Municipal de Hortolãndia", estando sob atribuição das Comissões de Avaliação de Documentos de Arquivo - do Centro de Memória de Hortolândia e do Sistema Municipal de Arquivo e Protocolo, criadas pelas respectivas Leis Municipais nº4.033/2022 e nº4.256/2024 - a avaliação de documentações adquiridas, transferidas e produzidas pelo Município de Hortolândia.
Sistema de arreglo
O arranjo da descrição arquivística, referente ao Fundo "Prefeitura Municipal de Hortolândia", assente na estruturação multinível, em tipologias documentais, de seus subfundos, séries, subséries, processos/dossiês, e itens documentais no âmbito dos subsequentes Governos Municipais, desde 1993 até o presente momento - uma vez que, sobretudo o Acervo Documental Físico, não fora estruturado, ao longo de sua acumulação, em séries históricas institucionais, por exemplo. Os registros eletrônicos e itens documentais digitais pertencentes a este Fundo receberão os mesmos tratamentos de arranjo de descrição arquivística, porém organizados em séries históricas, no que se refere à documentação produzida e/ou adquirida pela Prefeitura Municipal de Hortolândia. Gradualmente, o Acervo Documental Digital será disponibilizado ao público consulente pelo AtoM do Arquivo Histórico do Centro de Memória de Hortolândia "Professor Leovigildo Duarte Junior".
Área de condiciones de acceso y uso
Condiciones de acceso
A situação atual é que todas as condições de acesso e acessibilidade, específicas para o Arquivo Histórico do Centro de Memória de Hortolândia “Professor Leovigildo Duarte Junior” - sobretudo para o atendimento ao público, presencial e online -, ainda estão por serem readequadas, em conformidade com a legislação, normativas, referenciais acordados no Brasil e internacionalmente.
Condiciones
Disponibilização gratuita de cópia em arquivo digital de documentação de interesse por parte do público consulente. No caso de não acervo tratado e catalogado, a solicitação deverá ser feita por e-mail, ou presencialmente, com 15 (quinze) dias de antecedência. Ao consulente cabe, obrigatoriamente, preencher e assinar o "Termo de utilização de cópias de documentos e/ou imagens custodiadas" pelo Arquivo Histórico do Centro de Memória de Hortolândia "Professor Leovigildo Duarte Junior".
Idioma del material
- portugués
Escritura del material
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Características físicas y requisitos técnicos
O Fundo "Prefeitura Municipal de Hortolândia", no atual momento, é objeto de integral tratamento documental e descrição arquivística, catalogação e gradual disponibilização dos acervos ao público consulente. Não obstante, é continuada o atendimento conforme as condições que regem o acesso e reprodução de documentos acima informadas.
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Enquanto o Inventário do Fundo "Prefeitura Municipal de Hortolândia" estiver em processo de elaboração, fica à disposição do público parte da produção bibliográfica produzida pelo Centro de Memória de Hortolândia "Professor Leovigildo Duarte Junior", e outros documentos e informações institucionais. Disponível em: https://servicos.hortolandia.sp.gov.br/nossa-cidade/nossa-cidade/
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